Up Hill: Melhore sua velocidade com a percepção corporal!

O velocista já nasce. Mas com treinamento técnico adequado é possível melhorar a velocidade. Há muito se questiona os limites do ser humano. Como tudo na vida se transforma, evolui. Assim é o homem.

A cada novo recorde mundial ou pessoal, o limite vai sendo empurrado para frente. Na busca pela evolução, não há limite. A cada início de temporada, observo as pessoas nos treinamentos de biomecânica. A grande maioria, sem coordenação motora, sentido de direção, percepção corporal, sem energia para executar os educativos.

Tudo isso é natural para quem nunca se preocupou em fazer um trabalho para melhorar os movimentos do corpo. Quanto mais relaxado for, maior será o rendimento. E conseqüentemente, menos estresse.

Segundo os monges budistas, um corpo flexível pode durar muitos anos. Um modo especial que encontramos para nos auxiliar nessa busca pela melhoria da técnica são os tiros em rampas. O que antes era feito fora das pistas, agora pode ser feito ao lado dela.

Por exemplo, em São Paulo, utilizamos a rampa do Centro de Excelência de Atletismo, no Ibirapuera. São 10 metros para tomada de velocidade, 10 metros de inclinação onde trabalhamos ação rápida dos braços e força das pernas; 10 metros plano no topo para soltura, 10 metros em descida com baixa velocidade e mais 10 metros soltando.

Mas, antes de realizar esse trabalho técnico na pista, executamos em um parque na distância de 50 metros com inclinação entre 20 e 30%. Sempre antes, fazemos 10 minutos de alongamentos, 20 minutos de corrida lenta, 30 minutos de exercícios de biomecânica do movimento. Somente depois, iniciamos os tiros em rampas. Começamos com 10 repetições, divididas em 2 séries de 5, com pausa de 90 segundos (desce caminhando) entre os tiros e 3 minutos entre as séries. A primeira série, é mais lenta, onde é corrigida a postura de cada atleta. A série seguinte, um pouco mais rápida (não é sprint, velocidade máxima). Esse trabalho é realizado uma vez por semana. A cada semana, aumentamos duas repetições, até o número máximo de 20, para atletas mais experientes. Nas primeiras quatro semanas, enfatizamos mais a técnica de subida e, nas últimas quatro semanas, velocidade.

São exigidos nesse tipo de trabalho, força, potência, dinâmica, percepção, resistência aeróbia e anaeróbia. Concentração na técnica. Os ganhos são vários: – braços, peitorais, panturrilhas, pernas, glúteos fortes. Além de fortalecer os vários grupos abdominais.

Wanderlei Oliveira, 53, corredor desde 1965, técnico de atletismo e jornalista (Twitter @wander_olive).

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