Palmas: Don e Tisseyre dominam o Ironman 70.3!

O inglês Tim Don usou todo seu talento, experiência e velocidade das pernas para vencer, na corrida, o 1º Campeonato Sul-Americano de Meio Ironman realizado neste domingo na acolhedora e quente cidade de Palmas, no Tocantins. A canadense Magali Tisseyre dominou a prova do início ao fim.

Resumo do dia

O campeão corre com o gelo na mão

O campeão Tim Don corre com o gelo na mão

Gelo
O inglês Tim Don confirmou seu favoritismo. O atual campeão ( IM 70.3 BSB 2015), foi o primeiro a sair da água, pedalou no grupo líder o tempo todo na 2ª colocação e assumiu a liderança no km 1 para não mais perdê-la. Seu maior adversário? O calor e umidade de Palmas. Don chegou a parar na corrida no km18 para quebrar uma pedra de gelo grande em pequenos pedaços e assim poder “comê-los”…

Domínio
A canadense Magali Tisseyre veio para o Campeonato Sul-Americano de Meio Ironman (Ironman 70.3) em forma. Especialista na prova de meia distância ela dominou a prova saindo da água na liderança, abrindo vantagem para as demais. Pedalou forte, fez a melhor parcial do dia, abriu mais vantagem! Atrás? Nada mais nada menos que a alemã medalha de bronze no mundial, Anja Beranek. Ela se manteve o tempo toda na 2ª colocação e chegou a estar 25s da liderança no km12 da meia maratona, mas o calor a pegou de jeito e lá na frente, a líder Mags (como é mais conhecida) abriu e venceu, de ponta a ponta.

Linsey Corbon na Ponte da Barragem

Terceira
A americana Linsey Corbin em sua 3ª prova no ano de Meio Ironman foi a 3ª colocada. Voltando de um lesão que a tirou de toda a temporada no ano passado – ela parece no rumo da melhor forma e pronta para voltar ao mundial de Ironman no Havaí, em outubro deste ano.

Brasil
Os brasileiros sentiram o alto nível dos atletas em Palmas mas estavam bem no final do ciclismo, no segundo grupo – Maciel, Silvestrin e Santiago. Faltou uma bela corrida para brigar pelo pódio. Entre eles, Paulo Maciel foi o melhor, na corrida e entre eles, com a 6ª colocação. Frank e Santiago sentiram demais o calor e não conseguiram desenvolver a corrida habitual, porém, fecharam com mais um top 10 e bons pontos no ranking mundial.

Fera
A nossa brasileira Ariane Monticeli, depois de uma natação bem atrás das líderes, não conseguiu se aproximar nos 90km de ciclismo das gringas, perdeu muito contato, não desenvolveu, lutou, mas acabou na 7ª colocação. Bom para os pontos rumo a Kona. Foco total para o Ironman Florianópolis, em 8 semanas, onde é a atual campeã. Monticeli ainda não aparece muito em forma depois de um ótimo início de temporada com a vitória no Internacional de Santos. Queremos ela seca e veloz, como no ano passado. Voando em Floripa. Alguém discorda?

Revelação
O paulista Danilo Melo, em sua primeira prova como profissional no país, foi o 13º geral vindo lá de trás… Danilo precisa melhorar muito sua natação para o nível profissional – mas sua corrida é muito boa. Resultado? A melhor corrida entre os brasileiros, 1h26 para os 21km – com o calor de Palmas.

Danilo Mello

Danilo Melo – a melhor corrida do dia entre os brasileiros

Lenda
A suiça Natascha Badmann, 6x campeã mundial do Ironman, depois de muita controversa, apareceu. Ela estava lá – uma honra. E abordo da sua bike Chettah. A mesma bike que usou em 2006. Mas ela não veio só para a festa. Nadou entre as 10, pedalou muito como habitual, entregou a bike na 5ª colocação atrás das “adolescentes” líderes. Sua idade? 49. Correu, fez o que pode. Quer saber? Estava machucada sem correr há 3 meses. Fechou em 8ª, atrás de Ariane Monticeli. A lenda ainda anda, podem acreditar. Novidade? Esse ano ela completa 20 de Ironman do  Havaí junto do seu patrocinador, a Red Bull. Ela estará em Floripa para o Ironman. Olhem para trás, la vem ela…

Editorial-2

A suiça Natascha Badmann, 6x campeã mundial do Ironman, pedala em Palmas

Palmas
A cidade de Palmas acolheu os atletas como filhos e entregou uma prova ótima, com pequenos detalhes para se corrigir para o ano que vem, o que é absolutamente normal por ser a primeira edição do evento. A arena de largada, chegada, junto com o Ponte da Barragem foram o ponto alto, junto com as ruas largas que levavam os atletas para fora da cidade em sua volta de ciclismo. O calor e a umidade foram constantes nas conversas entre os triatletas, mas o carinho dos Palmenses – foi ainda maior. Que venha 2017.

 

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