FUEL: Aumente seu hematócrito com o auxílio da alimentação!

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Hematócrito é um valor importante no exame de sangue, que serve para analisar a quantidade das células vermelhas, conhecidas como glóbulos vermelhos (eritrócitos) ou hemácias.

Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transporte de oxigênio que respiramos e repassa a todo organismo, para que este possa desempenhar suas funções corretamente.

A hemoglobina é uma proteína e está presente nos glóbulos vermelhos,  tem como função o transporte de oxigênio no organismo, quando se encontra abaixo dos valores ideais, há um prejuízo no transporte de oxigênio para o corpo e este acontecimento é extremamente prejudicial para a produção de energia e recuperação do atleta.

Causas do hematócrito elevado:

– maior número de glóbulos vermelhos;

– desidratação, quando o volume do plasma é reduzido;

– baixo nível de oxigênio no sangue;

– eritrocitose (aumento anormal das células vermelhas);

– policitemia (excesso de células vermelhas no sangue);

– doença pulmonar ou cardíaca congênita.

Causas do hematócrito baixo:

– anemia;

– desnutrição;

– falta de vitamina B12, ácido fólico ou ferro;

– hiper-hidratação;

– sangramento;

– leucemia.

Pode ser aumentado também através do hormônio chamado eritropoetina (EPO) naturalmente produzido no rim (90%) e fígado (10%), este estimula a medula óssea a elevar a produção dos glóbulos vermelhos ou pelo uso medicinal desta substância, sua utilização é contra-indicada e proibida pela agencia mundial antidoping (WADA).

Outra maneira de estimular a produção desse hormônio é através do treinamento em altitude, onde os tecidos tendem a entrar em hipóxia (baixa concentração de oxigênio) e desta maneira a eritropoetina é fabricada e levada para o sangue até a medula óssea, proporcionando um aumento do hematócrito.

Os nutrientes que elevam os glóbulos vermelhos são a vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12 (cianocobalamina). Quanto à síntese de hemoglobina é necessário ferro, aminoácidos e vitamina B6. Nosso corpo não sintetiza estes nutrientes, portanto deve ser ingerido através da alimentação.

A vitamina B12 e a B9 são necessárias para a síntese de glóbulos vermelhos, como também tem a função de ajudar na síntese do DNA. A deficiência de vitamina B12 e ácido fólico resulta em anemia megaloblástica, esta deficiência pode ser devido à baixa ingestão desta vitamina ou dificuldade na absorção.

O ferro é necessário para produção de hemoglobina e tem como função o transporte de oxigênio no organismo e produção de energia. Quando a concentração de hemoglobina está abaixo dos limites estabelecidos, caracteriza um quadro de anemia. A vitamina C é importante para ajudar na absorção de ferro. O diagnóstico de deficiência de ferro é realizado com base no teor de hemoglobina (anemia ferropriva), ferro sérico (ferro disponível) e ferritina (ferro estocado).

Alimentos ricos em vitamina B12: produtos de origem animal como leite, carne bovina, aves, peixes, queijos e ovos.

Alimentos ricos em vitamina B9 (ácido fólico): vegetais verdes escuros (brócolis e outros vegetais), feijão, lentilha, fígado, carne magra, levedura e nozes.

Alimentos ricos em ferro: carne vermelha, fígado, frutos do mar, ovos, legumes, cereais fortificados, frutas secas, grãos integrais, vegetais verdes escuros, nozes, castanha e sementes.

Alimentos ricos em vitamina B6 (piridoxina): germe de trigo, levedura, fígado, cereais integrais, legumes, batata, banana e aveia.   

Benefícios em relação a atividade física: quando há mais glóbulos vermelhos, tem mais oxigênio para ser transportado no sangue, por conseqüência maior aporte de oxigênio para o músculo, assim quanto maior o hematócrito maior resistência ao exercício.

Pesquisas revelam melhora no rendimento após suplementação de ferro, como aumento do VO2 máx., tempo maior de execução de exercício de resistência, diminuição dos níveis  séricos de lactato.

Para haver um aumento de hematócrito é preciso 2 a 3 semanas de treinamento junto com o aporte correto dos nutrientes mencionados, esse aumento pode chegar a 8-10%.

O atleta deve seguir um plano alimentar balanceado, para não apresentar deficiência. Os nutrientes possuem níveis máximos toleráveis de ingestão (UL) e este limite não deve ser ultrapassado na ingestão diária.

Para que haja uma intervenção nutricional adequada, é necessário realizar exames laboratoriais periodicamente e conseqüentemente, manter o estado nutricional adequado.

Fernanda Garcia é nutricionista e triatleta profissional

garciafe_1@hotmail.com

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