Fascite Plantar: Tratamento para uma das lesões mais “chatas” do esporte

Condição comum, não mais frequente, de lesões no esporte em especial em corredores, tema ainda de muitas teorias em relação sua causa e principalmente ao tratamento. Particularmente umas das condições mais “chatas” e difíceis de tratamento, pois o componente inflamatório agudo é sempre menor que a dor e queixa do paciente, isto é, muita sensibilização da dor (mecanismo medular e cerebral) para pouca lesão na fáscia do pé.

Plantar_Fasciitis1Isso justifica certas controvérsias quanto a infiltrações de corticoides, principalmente pelos resultados serem de cerca de 30-60 dias, muitos insucessos de tratamentos locais e principalmente a demora do retorno esportivo, isso tudo justifica um componente de dor crônica.

Então o tratamento que priorizo é primeiramente avaliar e mensurar e acompanhar a existência do processo inflamatório, logo exame de boa acurácia, praticidade e repetir com facilidade, solicito Ultrassonografia, com isso se há presença de inflamação, medicamentos anti-inflamatórios via oral são prescritos.

Segundo passo e mais importante é o alívio da dor para iniciar o recondicionamento muscular, propiocepção articular e “quebrar” o mecanismo da dor crônica, isto é, mostrar ao cérebro que a fáscia não “está doente” , isto é, não há lesão ativa, focos inflamatórios persistentes. Essa segunda etapa feita com medicamentos analgésicos e técnicas de agulhamento seco em músculos que são sensibilizados e causam a dor referida á fascite plantar.Screen-shot-2012-04-02-at-3.37.50-PM

Concomitante e fundamental são alongamentos e fortalecimento das panturrilhas e toda musculatura intrínsecas do pé, gelo (massagem com uma garrafa congelada) da sola do pé após as caminhadas e trote leve, calor nos músculos das batata da perna e na maioria das vezes prescrição de palmilhas para alivio da pressão local e correção de pé muito plano, por exemplo.

Com alívio da dor e sem evidência franca da inflamação é feito retorno com caminhada e trote leve sem dor , associado a proposta de tratamento, fortalecimento e condicionamento cardiovascular (bike, piscina etc) são mantidos, agulhamentos secos semanais são propostos e qualquer evidência de piora da dor, nova ultrassonografia é solicitada para verificar se há inflamação “nova” ou ainda mecanismo de dor central, além do uso da termografia como auxiliar e seguimento.

Fabrício Buzatto – CRM ES 9164

Médico Fisiatra

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