Sal e Cloro: Testando sua evolução na natação

Quando falamos de teste as coisas podem se aprofundar muito e ir para caminhos onde muitos atletas não terão ferramentas para produção e reprodução do mesmo, para nossa equipe o melhor teste é aquele simples, onde nossos atletas podem reproduzir a todo momento; respeitamos todos os testes diretos e sabemos de todos estudos que envolvem os mesmos, porém em campo sabemos que para exigir o máximo, muitas vezes os atletas preferem simular uma mini competição.

Um dos testes mais famosos na natação de piscina é o T30, teste onde o atleta nada 30 minutos no seu máximo e no final contamos quantos metros foi percorrido e a média. Esse é um bom teste para medir limiar, porém, para um atleta iniciante, fica muito difícil se dosar corretamente e aguentar uma boa média, e para triatletas de alto rendimento fica muito difícil chegar na piscina totalmente descansado para desempenhar seu 100%.

Existem alguns bons protocolos de teste, entretanto, um teste muito longo ou até mesmo teste de lactato sanguíneo com intensidade a 85% de seu melhor são bons para mensurar limiar de lactato, mas o que realmente importa para um atleta é medir sua melhora e capacidade real de competitividade. Testes onde o atleta segue em ritmo determinado não o coloca em situação real de prova, onde tem que sair muitas vezes mais forte e recuperar o ritmo ideal durante a prova.

O teste que mais usamos é o fácil e doloroso 400 metros máximo, geralmente fazemos em grupo estimulando a competição; muitas vezes um atleta pode induzir o outro ao erro passando muito forte, e competição não é isso? Nesse teste o atleta pode reproduzir várias vezes por ano e medir sua evolução de tempo, além de a distância permitir testar mais capacidades que só a aeróbia.

Como fazer?
I – 400 mts livre
II – 400 educativos
III – 4 x 50 mts sendo 15 mts z6- 35 z1 com 30 seg de pausa
IV – Teste de 400 mts máximo
V – Soltar à vontade (para atletas experientes fazemos 10 x 100 z3 logo após para ver a capacidade de nadar em ritmo aproximado de prova logo após o seu máximo).

Após o teste o atleta terá um parâmetro para seus treinos intervalados, o teste deve ser dividido em uma média para 100 metros, e como somos contra prender o atleta numa zona de treino fechada, o melhor conselho é procurar fazer seus intervalados longos como 20 x 100 o mais próximo possível dessa média. O que faz o atleta ficar mais longe ou perto dessa média é o número de tiros e intervalos, então não se prenda a nomenclaturas.

Rafael Cruz “Palito” é técnico na CPH Brasil

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Redação

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