A rainha do triathlon soberana na “princesinha do mar”!

Grandes desempenhos transformaram o evento-teste olímpico para os Jogos Rio 2016 num dia histórico para o triathlon nacional, onde os maiores nomes do esporte mundial estiveram reunidos. Ao final, nada de surpresas, com a vitória da americana Gwen Jorgensen na categoria feminina.

A prova feminina teve largada às 9:00, na conhecida “princesinha do mar” de Tom Jobim, Copacabana. Se a temperatura ainda estava se elevando, um mar levemente mexido e uma natação que não permitia a utilização da roupa de borracha prometiam uma bela disputa na água. No início, pura emoção, com músicas do mais puro rock’n roll clássico e, segundos antes do momento da largada, o som de batimentos cardíacos que cessavam e a sirene era disparada. Tudo feito para arrepiar. E conseguiram! Ao final de 1.500 metros, um grande pelotão estava formado e na liderança dele a neozelandesa Rebecca Clarke, seguida de perto pela brasileira Pâmella Oliveira, que comentou esta etapa: “Eu não me senti muito bem na água, mas acho que as meninas não estavam muito a fim de apertar o ritmo, pois ninguém me passava, então ia ficando em segundo…”. Neste grupo com 27 atletas veio também a jovem triatleta brasileira Vittoria Lopes, que fazia um triatlhon na distância olímpica pela primeira vez, e já fazia bonito.

Ao montarem sobre as bicicletas, todas sabiam que seriam os 40km – oito voltas de 5km – mais duros da temporada e, talvez por isso mesmo, “pegaram leve”. Não que o ritmo tenha sido fraco, longe disso, mas não houve ataques e sim, muito respeito. Pâmella também comentou sobre esta etapa: “Ninguém atacava ou puxava mais forte o ritmo, tanto que as atletas que tinham mais dificuldade para subir ou descer acabavam se recuperando após estes trechos técnicos.”

O problema é que neste grupo estava Gwen Jorgensen e, desde que ela aprendeu a nadar, ficou mais difícil vencer a americana que é uma das maiores corredoras da história do triathlon mundial. Alguns abandonos significativos marcaram a etapa de bike, como as australianas Emma Moffatt e Erin Densham. Vittoria Lopes caiu para o segundo grupo e Luisa Baptista e Bia Neres estavam no terceiro. Fabiola Gomes e Luiza Cravo não continuaram na disputa.

Quando botou os pés no chão, Gwen – depois da prova confirmou isso – se poupou até o km 5, para então apertar o ritmo e vencer correndo os 10km para 33:57, a melhor parcial do dia e sua 12ª vitória consecutiva (contando as 11 do circuito da ITU). As britânicas Non Stanford e Vicky Holland completaram o pódio e conquistaram para seus países as vagas diretas para os Jogos do ano que vem. No caso dos Estados Unidos, já foi informado que a vaga ficará mesmo com Gwen. Os britânicos realizam um outro sistema e mais provas contarão para esta conquista, mas Non e Vicky deram grandes passos.

Entre as brasileiras, a melhor posição foi de Pâmella Oliveira, na 15ª colocação. Se pensarmos que há pouco tempo ela havia sido atropelada e ainda não está totalmente em forma, o resultado foi bom e ela mesma sabe que poderá evoluir. “Ano que vem sei que vai ser diferente. Nadaremos mais forte para tentar escapar da Gwen e, com certeza, o pedal será mais ‘nervoso’ do que neste teste”, disse ela após a prova, que precisou ser amparada após cruzar a linha de chegada, devido ao forte calor que já fazia àquela hora. Beatriz Neres foi a 50ª, Luisa Baptista a 51ª e Vittoria Lopes, com um largo sorriso de satisfação no rosto, a 56ª, em sua primeira prova no meio das “feras”.

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