5 mitos no Triathlon: Saiba o que realmente funciona no ciclismo!

Para alguns são questões resolvidas. Para outros são verdadeiros mitos. O fato é que nas “resenhas” pós-treinos muitas destes assuntos ainda são temas recorrentes. Para ajudar a entendê-los, passamos a vocês cinco mitos para os triatletas.

Por exemplo, quando o assunto é ciclismo, a verdade é que em 150 anos deste esporte, muito do que evoluiu não chegou nem perto do que aconteceu nos últimos 15 anos. Mudanças na geometria, posição de pilotagem, materiais de quadros e vários outros avanços foram registrados nestas quase duas décadas recentes. Pedalar numa bike feita dez anos atrás é como tentar navegar na Internet com um computador 286. É fato que a melhor bicicleta se chama “quadríceps”, e que nada vai substituir o motor humano numa competição esportiva, só que uma ajudinha da tecnologia sempre é bom né?

1. “Eu não preciso de um monitor frequência cardíaca para pedalar.”
Muitos atletas acham que sabem a sua intensidade de treinamento, mas praticamente todo mundo que compra um monitor de frequência cardíaca descobre que não estava treinando no nível correto. Vamos supor que você deseja percorrer as etapas de treinamento em níveis de intensidade como: fácil, moderada e forte. É extremamente difícil medir a sua frequência cardíaca correta dentro de 10 batimentos por minuto, tendo o seu próprio pulso medido, por exemplo, em seu pescoço, especialmente se você tiver que parar de pedalar para fazer isso com precisão. Uma menor inclinação que seja no percurso pode mover a sua frequência cardíaca em mais de dez batimentos por minuto. É, portanto, muito difícil permanecer na zona desejada sem o monitor.

2. “Eu não sou bom o suficiente para uma bike de última geração”. Muitas vezes as pessoas pensam que apenas os atletas profissionais podem se beneficiar de bikes mais rápidas. Na verdade, é o oposto. Quanto mais tempo você fica no percurso de bicicleta, maior é a sua poupança! Uma redução de 5 a 10% no seu esforço pode representar cerca de 9 minutos numa prova de curta duração e, numa prova de Ironman, ainda mais tempo. Lembre-se que numa boa posição aero você pode economizar muito, e ainda mais se vier acompanhado de uma bike montada com rodas de qualidade.

3. “Eu não preciso de acompanhamento nutricional”.
Muitos atletas sofrem com a síndrome pós-exercício, sem motivo, provavelmente devido à prevalência  da equivocada mentalidade do “sem dor, sem ganho”. Para evitar isso, o ideal é realmente ter um acompanhamento nutricional com um profissional especializado em nutrição esportiva.

4. “Eu não preciso ter uma bike de contrarrelógio”.
Se você não vai fazer uma prova sem vácuo, realmente, não tem por quê. Agora, se seu objetivo é competir num Meio Ironman ou Ironman, pedalar com uma bike time trial fará muita diferença. Muitas vezes, triatletas iniciantes utilizam bikes de estrada (chamadas de road) com o clip no guidão. Ok, ótima escolha! Principalmente se seu foco são provas com vácuo. Nesse caso, se a competição seguir as regras da ITU, é só esta bike que você poderá utilizar mesmo… No Ironman, tudo pode. Não existem restrições que possam dificultar seu posicionamento na bike, até por isso o triathlon de longa distância geralmente é o primeiro a receber os materiais desenvolvidos pelas grandes marcas do mercado. A verdade é que triatleta é ávido por novidades e as regras do esporte também permitem isso.

5. “Eu não preciso fazer musculação.”
Clássico mito. Clássico erro… Todos precisamos, nem que seja duas vezes por semana. Já está mais do que provado a importância do treinamento para o ganho de força e a prevenção de lesões. Independente do período do treinamento, em maior ou menor intensidade, é importante fazê-la.

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Redação

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